Para aqueles que são amantes da natureza...

"Este cerrado é um pouco como o nosso povo brasileiro. Frágil e forte. As árvores tortas, às vezes raquíticas, guardam fortalezas desconhecidas. Suas raízes vão procurar nas profundezas do solo a sua sobrevivência, resistindo ao fogo, à seca e ao próprio homem. E ainda, como nosso povo, encontra forças para seguir em frente apesar de tudo e até por causa de tudo"

Newton de Castro


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sábado, 27 de março de 2021

Membranas Celulares: Transportes através das membranas

 1. Fazer a leitura do texto:



2. Assistir os vídeos:


3. Responder as questões propostas:

a. O que vem a ser mosaico fluido? Explique.
b. Diferencie o transporte passivo e ativo citando exemplos.
c. Defina antiporte, simporte e uniporte.
d. Diferencie proteínas carreadoras e canais iônicos e quando são usados.

sábado, 6 de março de 2021

Roteiro de Aula Prática 02

 1. Introdução: Observação de células animais e vegetais

Em 1660, o microscopista italiano Marcello Malpighi observou, pela primeira vez, os vasos capilares sanguíneos presentes na cauda de peixes. Em 1663, o cientista inglês Robert Hooke dedicou-se à observação da estrutura da cortiça, mas foi somente no século XIX a teoria celular foi estabelecida. Em 1838-39, Matthias Jakob Schleiden (1804-1881) - botânico alemão - e Theodor Schwann (1810-1882) - naturalista alemão – estabeleceram a célula como a menor unidade morfofisiológica dos seres vivos, ou seja, a célula é a unidade básica da vida, além de generalizações importantíssimas como: 1- todos os seres vivos são formados por células, exceto os vírus; 2- todas as reações metabólicas ocorrem ao nível celular; 3- as células são portadoras de material genético; 4- toda célula origina-se de outra pré-existente. Em uma célula vegetal, além da membrana plasmática, encontra-se a parede celular. Essa é constituída basicamente por celulose, é espessa, resistente, dá sustentação e proteção mecânica à célula. O vacúolo é uma estrutura que pode ocupar até 95% do volume de uma célula madura, é revestido por uma membrana lipoprotéica (tonoplasto) que tem a função de armazenar água e outras substâncias, participa do controle das trocas de água entre a célula e o meio extracelular sendo responsável pela pressão osmótica da célula. Outra característica da célula vegetal é a presença de plasto, sendo que os cloroplastos têm um papel fisiológico mais expressivo. Neles estão localizados pigmentos, enzimas e coenzimas responsáveis pela formação dos compostos orgânicos durante a fotossíntese. Os cloroplastos, em algumas células, evidenciam o movimento do hialoplasma, a ciclose.

2. Objetivo:

Diferenciar célula animal da célula vegetal.

Assista os vídeos:

Aula Prática 02

Ciclose em Elodea


Imagens de células animal e vegetal


Células de sangue humano

Células de epiderme foliar

Epiderme foliar com presença de estômatos

sábado, 27 de fevereiro de 2021

Roteiro de Aula Prática nº. 01

1.      Introdução: Descrição do microscópio fotônico

A palavra microscópio é de origem grega (micros =pequeno, scopein =observar, olhar com atenção). É um instrumento óptico que amplia a imagem de um pequeno objeto utilizando um sistema de lentes e fontes de iluminação. Todo microscópio é composto de partes mecânicas e partes ópticas, que juntas nos permitem a observação detalhada de materiais em estudo.

1.1.   Partes mecânicas: 

· Base ou pé: é o suporte do microscópio, peça que sustenta todas as outras partes do aparelho.

· Braço ou coluna: peça que liga o pé à parte superior do microscópio.

· Mesa ou platina: peça de apoio da lâmina contendo o material para estudo, no centro da mesa existe um orifício para a passagem da luz.

· Charriot: peça ligada à platina que permite movimentar a lâmina no plano horizontal da esquerda para a direita e vice-versa, e de trás para frente e vice-versa.

· Parafuso macrométrico: localiza-se em ambos os lados do braço, serve para ajustar o foco grosseiramente através de avanço ou recuo da mesa em relação à objetiva.

· Parafuso micrométrico: ajusta o foco finamente através de pequenos avanços ou recuos da mesa.

· Canhão: parte superior do microscópio constituída por um tubo contendo um prisma. Sustenta lentes objetivas e oculares, e serve para focalização do material.

· Revolver: peça onde se encaixam as lentes objetivas. É composto por um disco de ranhuras que permite a mudança das objetivas.

 

1.2.   Partes ópticas: 

· Condensador: conjunto de lentes situado abaixo da platina que concentra a luz e fornece iluminação uniforme à preparação biológica.

· Botão do condensador: permite a movimentação do condensador.

· Diafragma: regula a intensidade de luz que atinge a preparação através de uma alavanca para sua abertura ou fechamento.

· Objetivas: conjunto de 4 ou mais lentes superpostas que proporcionam aumentos diferentes para observação do material. O valor do aumento está gravado na objetiva.

· Oculares: possui 2 lentes convergentes que ampliam e corrigem os defeitos da imagem. O valor do aumento proporcionado está gravado na ocular.

 

1.3.   Os dez mandamentos do microscópio e os passos para a focalização:

Para você aproveitar todos os recursos do microscópio, deve antes se familiarizar com o aparelho e conhecer o seu funcionamento, as suas limitações e as suas finalidades.

A principal finalidade do microscópio é permitir a observação de pontos situados tão próximos um do outro que o olho desarmado não os distingue isoladamente; note que o aumento é uma característica secundária, pois, se o aparelho não tiver capacidade de separar pontos próximos (resolução), de nada adiantará promover aumentos maiores, pois só obteremos manchas ampliadas.

O microscópio óptico é um instrumento de precisão extremamente útil nas mãos de um microscopista hábil, mas necessita de alguns cuidados:

I. O microscópio deve ser tratado com o máximo cuidado;

II. Transporte o microscópio com as duas mãos, segurando-o pela base e pelo braço;

III. Após o uso, o microscópio deve ser guardado em lugar apropriado, seco e sem pó;

IV. O primeiro passo  para a observação consiste em providenciar a melhor iluminação possível sobre o objeto a ser examinado. Para isso abra totalmente o diafragma e suba o condensador ao máximo; coloque a objetiva pequena em linha de focalização, retire a ocular e, se tiver espelho, movimente-o até obter uma iluminação uniforme de todo o campo;

V. Coloque a lâmina sobre a platina do microscópio e faça o ajuste da dioptria;

VI. Sempre conserve a objetiva pequena em linha de focalização, aproxime-a ao máximo até a lâmina, usando para isso o parafuso macrométrico; sempre olhe para fora para impedir que a objetiva encoste-se à lâmina;

VII. Aplique o olho à ocular e, usando o parafuso macrométrico, afaste a objetiva até ver o objeto em foco;

VIII. Focalize mais delicadamente como o parafuso micrométrico;

IX. Se forem necessários aumentos maiores movimente o revólver colocando as objetivas de maior poder em linha de focalização; bastará um pequeno ajuste do foco com o parafuso micrométrico para que a preparação fique nítida.

X. Ao terminar, abaixe a luz e em seguida desligue-a, abaixe a mesa e retorne para a objetiva de menor alcance. Retire o plug da tomada e cubra o aparelho com a capa.



















1. Assista o vídeo:



segunda-feira, 13 de junho de 2016

Núcleo interfásico e a divisão celular


O núcleo controla todas as atividades celulares: representa assim o centro de coordenação celular. É no DNA do núcleo que estão localizados a maioria dos genes, depositários da informação genética que são responsáveis pela atividade celular. 

Tais informações são transmitidas ao citoplasma através do RNA - mensageiro que é sintetizado por uma série de enzimas tendo como molde o DNA (cromatina) onde irá regular através dos ribossomos toda a síntese de proteínas específicas (estruturais e enzimáticas), responsáveis pela arquitetura e fisiologia celulares. 
A maioria das células eucarióticas é mononucleada (um núcleo). Existem, no entanto, células binucleadas (dois núcleos), multinucleadas (vários núcleos) e também anucleadas (não possuem núcleo). As células anucleadas possuem vida curta, pois, não havendo núcleo não há comando para a realização de suas atividades vitais. 
Funções: o núcleo através dos cromossomos coordena e comanda todas as funções da célula. O núcleo também é muito importante nos processos de divisão celular. O núcleo, portanto, além de coordenar e comandar todas as funções vitais da célula é também responsável pelos processos de divisão celular. 

1. Carioteca ou Membrana Nuclear: envolve o, separando-o do citoplasma. É uma parte modificada do reticulo endoplasmático, formada por duas membranas lipoproteicas separadas pelo espaço perinuclear. Apresenta muitos poros, ou annulli, através dos quais ocorre a troca de macro-moléculas entre o núcleo e o citoplasma. 

2. Nucléolo: é constituído por um tipo de RNA, chamado ribossômico (RNAr), associado a proteínas. Em um núcleo pode haver um ou mais nucléolos. É no nucléolo que ocorre a síntese de ribossomos, que posteriormente são exportados para o citosol. 

3. Nucleoplasma: Líquido onde estão imersos o nucléolo e a cromatina e são acumulados produtos resultante da atividade nuclear, como RNA e Proteínas. 

4. Cromossomos: entidades portadoras da informação genética. 

5. Cromatina: é o conjunto de longos filamentos de DNA associados a proteínas, os cromossomos, presente no núcleo da célula que não se encontra em divisão celular. Sua principal função é conservar e transmitir as informações hereditárias codificadas no DNA. 
Quando a célula não está se dividindo, os cromossomos se encontram descondensados, possibilitando a produção de RNA e, consequentemente, de proteínas. 
Antes do início do processo da divisão celular, cada cromossomo se duplica, produzindo outro filamento cromossômico idêntico, e os dois permanecem unidos por uma região cromossômica, o centrômero. As cópias unidas de um cromossomo são chamadas de cromátides-irmãs. 


Classificação dos Cromossomos 

01. Quanto à Posição do Centrômero: 

Metacêntrico: apresenta a forma de um V. O centrômero o divide em dois braços de igual tamanho. 
Submetacêntrico: apresenta a forma de um jota invertido. O centrômero o divide em dois braços de tamanhos desiguais. 
Acrocêntrico: apresenta forma de bastão. O centrômero ocupa posição subterminal. 
Telocêntrico: apresenta forma de bastão. O centrômero tem posição terminal. 


02. Quanto ao Número de Centrômero: 


Monocêntrico: apresenta um único centrômero 
Policêntrico: apresenta vários centrômeros 

03. Quanto à Função Genética: 

Cromossomo autossômico: apresenta genes que determinam os caracteres somáticos do individuo, tais como cor da pele, cor dos olhos, tipo de cabelo, tipo sanguíneo. 
Cromossomos sexuais: apresenta genes que determinam os caracteres sexuais masculinos ou femininos do indivíduo, tais como distribuição dos pelos no corpo, timbre da voz, órgãos reprodutores. 

Cariótipo: é a classificação dos cromossomos levando-se em consideração o tamanho a forma e número dos mesmos nas células de indivíduos de determinada espécie. O cariótipo representado abaixo corresponde a espécie humana com 23 pares. 


Células quanto ao Número de Cromossomos: 

(A) Células Diplóides: é aquela que apresenta o numero completo de cromossomos de uma determinada espécie e os cromossomos estão distribuídos em pares, formando dois conjuntos: um paterno e outro materno. 

(B) Células haplóides: é aquela que apresenta a metade do número de cromossomos das células diplóides de uma determinada espécie. Não possui pares de cromossomos e apresenta um único conjunto de cromossomos denominado: Genoma. 

Ciclo Celular



A capacidade de reprodução é uma das principais características que distinguem os seres vivos da matéria inanimada e depende, fundamentalmente, da divisão celular. Em organismos unicelulares, como bactérias e amebas, a divisão de uma célula pode ser considerada um processo de reprodução, pois leva ao aumento do número de indivíduos. Em organismos pluricelulares, a divisão celular está relacionada ao crescimento do corpo dos indivíduos, à regeneração e à produção de células reprodutivas (gametas e esporos) 

O ciclo celular compreende toda a vida da célula. Nele podemos distinguir o período em que a célula não está se dividindo interfase, e o período de divisão celular (mitose e meiose). 

A Interfase: é o período do ciclo celular em que a célula não está se dividindo e no qual ocorre a duplicação do material genético celular. 

Período G1: é a fase que antecede a duplicação do material genético da célula; 

Período S: é a fase em que ocorre a duplicação do material genético da célula; 

Período G2: é a fase após a duplicação do material genético celular. 

A Divisão Celular é um processo que leva os organismos pluricelulares ao crescimento. 
E está dividida em mitose e meiose. 
Partindo de um ovo humano, que possui 46 cromossomos em seu núcleo, antes que ele se divida para originar novas células, há um processo de duplicação de todo o seu material. Isso implica na absorção e transformação de nutrientes de seu meio ambiente. Dessa forma, após a divisão da célula originam-se duas novas células com a mesma constituição da célula inicial. Depois as divisões prosseguem até se formar um novo individuo cujas células apresentam cromossomos.

Mitose 

A mitose produz células filhas idênticas à célula-mãe. Cada célula filha contém exatamente o mesmo número de cromossomos da célula mãe. Esse processo ocorre durante o crescimento de um indivíduo e nos processos de regeneração, constitui também a base de alguns processos de reprodução assexuada, como a bipartição ou cissiparidade e o brotamento. 
Cariocinese é a divisão do núcleo, que se faz através de fases. 


Fases da divisão celular na mitose 

Prófase - Ou fase anterior (fase da "mobilização" para a ação). Os cromossomos condensam-se, tornando-se visíveis; a carioteca e os nucléolos desintegram-se; os centríolos dividem-se e dirigem-se para os pólos da célula; é formado o fuso de divisão (fibras protéicas). 

Metáfase - Ou fase do meio, é a fase mais propícia para estudos da morfologia dos cromossomos, onde os cromossomos apresentam o máximo grau de condensação. Os cromossomos, presos às fibras do fuso, migram para o equador do fuso, plano médio da célula. No final da metáfase, os centrômeros se duplicam e se partem longitudinalmente, de modo a deixar livres as cromátides irmãs. 

Anáfase - Ou fase de cima. Dois lotes idênticos de cromátides irmãs, agora como novos cromossomos, afastam-se e migram para os pólos, puxados pelos respectivos centrômeros, devido ao encurtamento das fibras do fuso. 

Telófase - Ou fase do fim. Os dois cromossomos aproximam-se dos pólos e se agregam. Ocorre o inverso à Prófase: os cromossomos descondensam-se (tornando-se invisíveis); os nucléolos reaparecem; duas novas cariotecas são reconstituídas a partir das vesículas do retículo endoplasmático. Terminadas a divisão do núcleo (cariocinese), desaparecem as fibras de fuso, ocorre a distribuição dos organóides e a divisão do citoplasma (citocinese), que isola as duas células filhas. Essas células entram em interfase e se preparam para uma nova divisão. 


Citocinese é a divisão do citoplasma no final da mitose e da célula toda. 

Na célula animal: 

Na célula vegetal: Anastral (não formam fibras de áster) e acêntrica (não apresenta centríolos em vegetais superiores) 


Meiose 

Divisão Reducional - Produz células-filhas com a metade dos cromossomos da célula-mãe; ocorre na formação de gametas e permite o aumento da variabilidade genética. 

Etapas da meiose: 
Prófase I - Os cromossomos condensam-se e os homólogos se juntam formando tétrades; a carioteca e os nucléolos se desintegram; os centríolos duplicam e dirigem-se para os pólos da célula; forma-se o fuso de divisão. A prófase I - é a fase mais longa e nela ocorrem os eventos mais importantes da meiose. Subdividem-se em cinco períodos: 

Leptóteno - Os cromossomos condensam-se e tornam-se visíveis. 

Zigóteno - Os cromossomos homólogos juntam-se aos pares. 

Paquíteno - Os cromossomos tornam-se mais curtos e espessos, formando tétrades. 

Diplóteno - Os cromossomos homólogos iniciam a separação; podem ser observados os quiasmas, que evidenciam trocas de pedaços entre os homólogos, processo conhecido como permuta ou crossing-over. 

Diacinese - Os cromossomos migram para o equador da célula.


Metáfase I - As tétrades se distribuem-se no equador da célula. 

Anáfase I - Os cromossomos homólogos separam-se e migram para os pólos da célula. 

Telófase I - O citoplasma se divide e formam-se duas células-filhas com o mesmo número de cromossomos cada uma. 


Intercinese - Curto intervalo entre as duas etapas da divisão. 

Prófase II - Os centríolos se dividem e formam-se novos fusos de divisão nas duas células-filhas. 

Metáfase II - Os cromossomos dispõem-se no equador das células. 

Anáfase II - Os centrômeros dividem-se, as cromátides-irmãs se separam migrando para os pólos das células. 

Telófase II - O citoplasma se divide e os núcleos reconstituem-se nas quatro células-filhas. 



Referências:

CURTIS, H. Biologia Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1985.
DE ROBERTIS, E.D.P e DE ROBERTIS JR. E.M.F. Bases da Biologia Celular e Molecular. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.
JUNQUEIRA, L.C Biologia Celular e Molecular. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005.
ALBERTS, B.; BRAY D.; LEWIS, J .; RAFF, M.; ROBERTS, K. & WATSON, J.D. Biologia Molecular da Célula. 3º ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.

Citosol e Organelas microtubulares



O citoplasma é formado por dois compartimentos básicos: interior de organelas membranosas e o exterior constituído pelo citosol ou matriz citoplasmática. São encontrados também inclusões citoplasmáticas constituintes celulares temporários como gotas de gorduras e glicogênio.

O citoesqueleto é responsável pela integridade estrutural das células e vários processos dinâmicos como a aquisição de forma (hemácias bicôncava), movimento e transporte de organelas, sendo uma característica evolutiva (ausentes nos procariontes). Também atua na interação com receptores de membranas e na formação do anel contrátil nas células em divisão. 
Os filamentos podem ser: os microtúbulos, microfilamentos de actina e os filamentos intermediários. 

1. Microtúbulos: São constituídos pela proteína – tubulina. Definem a direção do crescimento da célula. São responsáveis pelos movimentos dos cromossomos durante as divisões celulares. 
2. Microfilamentos de actina: Polímero linear não ramificado formado por várias unidades de actina (proteína globular). Tem por função movimento contrátil (ciclose, movimento amebóide e suporte estrutural das organelas).
3. Centríolos: Responsáveis pela divisão celular são estruturas cilíndricas, geralmente encontradas aos pares. Dão origem a cílios e flagelos (menos os das bactérias), estando também relacionados com a reprodução celular - formando o fuso acromático que é observado durante a divisão celular. Apresenta-se em formação de 9 jogos de 3 microtúbulos dispostos em círculo, formando uma espécie de cilindro oco.







Referências:
CURTIS, H. Biologia Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1985.
DE ROBERTIS, E.D.P e DE ROBERTIS JR. E.M.F. Bases da Biologia Celular e Molecular. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.
JUNQUEIRA, L.C Biologia Celular e Molecular. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005.
ALBERTS, B.; BRAY D.; LEWIS, J .; RAFF, M.; ROBERTS, K. & WATSON, J.D. Biologia Molecular da Célula. 3º ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.

domingo, 5 de junho de 2016

Organelas relacionadas ao metabolismo energético

A teoria da endossimbiose


A teoria endossimbiótica, proposta por Lynn Margulis em 1981, busca explicar a origem das mitocôndrias e dos cloroplastos (cloroplastídeos), as únicas organelas com dupla membrana. 
As mitocôndrias, provavelmente, são derivadas de células procariotas aeróbias, que foram englobadas por células eucariotas há milhões de anos. Tais bactérias desenvolveram uma relação de simbiose com as células eucariotas que, agora, tinham uma fonte mais eficiente de energia. Já a bactéria conseguia proteção e nutrientes da célula hospedeira. Essa associação teria perdurado ao longo do tempo, e as bactérias teriam dado origem às mitocôndrias. 
Os cloroplastos, provavelmente, descendem de cianobactérias (procariontes autótrofos), em um processo muito semelhante àquele que ocorrera com as mitocôndrias. Nesse caso, a cianobactéria realizava fotossíntese e produzia matéria orgânica para a célula eucariota. Em troca, a cianobactéria adquiria proteção e matéria prima para a fotossíntese.



Teoria Endossimbiótica


Algumas evidencias que reforçam a teoria da endossimbiose:

- As mitocôndrias e os cloroplastos são organelas com dupla membrana envolta, o que ocorre com as bactérias e as cianobactérias.

- Na membrana interna das bactérias encontram-se as enzimas respiratórias (nos mesossomos), à semelhança do que ocorre com as mitocôndrias (as enzimas respiratórias localizam-se nas cristas mitocondriais);

- Mitocôndrias e cloroplastos possuem DNA circular, sem histonas (tal como ocorre com os procariotos) e capacidade de autoduplicação;

- Os ribossomos das mitocôndrias e dos cloroplastos são muito semelhantes aos dos procariotos;

- Mitocôndrias e cloroplastos são capazes de produzir parte de suas proteínas (enzimas), independentemente do material genético nuclear.


Mitocôndria:

São organelas formadas por duas membranas, uma externa lisa e uma interna com pregas, constituindo as cristas mitocôndrias. O interior da mitocôndria, é chamado de matriz mitocondrial, é preenchido por um líquido que contém ribossomos e DNA próprio. São responsáveis pela respiração celular e produção de energia a partir da quebra da glicose. Podem variar de dezenas a centenas em cada célula. Possuem genes próprios e têm capacidade de autoduplicação.
A respiração celular é um fenômeno que consiste basicamente no processo de extração de energia química acumulada nas moléculas de substâncias orgânicas diversas, tais como carboidratos e lipídios.
Nesse processo, verifica-se a oxidação de compostos orgânicos de alto teor energético, produzindo gás carbônico e água, além da liberação de energia, que é utilizada para que possam ocorrer as diversas formas de trabalho celular. 


A organela citoplasmática responsável por este mecanismo de respiração é a mitocôndria, atuando como uma verdadeira usina de energia. 




EQUAÇÃO GERAL DA RESPIRAÇÃO CELULAR

C6H12O6 + O2 → 6 CO2 + 6 H2O + energia
Por essa equação é possível verificar que a molécula de glicose (C6H12O6) é degradada de maneira a originar substâncias relativamente mais simples (CO2 e H2O). 
Essa quebra da molécula de glicose, entretanto, ocorre de forma gradativa, não comprometendo a vitalidade da célula. 
Através do processo aeróbio, a respiração ocorre em três fases: a glicólise (no citoplasma), ciclo de Krebs (na matriz mitocondrial) e a cadeia respiratória (nas cristas mitocondriais). 
Na respiração, grande parte da energia química liberada durante oxidação do material orgânico se transforma em calor. 
Essa produção de calor contribui para a manutenção de uma temperatura corpórea em níveis compatíveis com a vida, compensando o calor que normalmente um organismo cede para o ambiente, sobretudo nos dias de frio.





Cloroplastos: 

São exclusivos das células vegetais. Assim como as mitocôndrias, os cloroplastos são envoltos por duas membranas. Seu interior é preenchido por um líquido, o estroma, no qual estão mergulhados ribossomos, enzimas, DNA próprio e um sistema de membranas formado por diversos discos achatados, denominados tilacóides. Os tilacóides dispõem-se em pilhas chamadas grama. 
Os cloroplastos são responsáveis pelo processo de fotossíntese, no qual ocorre a produção de glicídio e gás oxigênio pelas reações químicas entre dióxido de carbono e água na presença de energia luminosa, captada pela clorofila, pigmento verde presente nos cloroplastos. 
Organismos clorofilados eucariontes e cianobactérias têm capacidade de transformar água e energia luminosa em oxigênio; e gás carbônico em água. Tal fenômeno chama-se fotossíntese, sendo esta de extrema importância não só para a manutenção da vida destes organismos, mas também de todo o nosso planeta, já que libera oxigênio e também consome gás carbônico; além de permitir a existência de plantas e outros organismos produtores das cadeias alimentares.

A fórmula simplificada da fotossíntese é a seguinte:

6 CO2 + 12 H20 => C6H12O6 + 6 O2 + 6 H2O

A clorofila, pigmento localizado no interior dos cloroplastos, é imprescindível para este processo, porque possui capacidade de refletir a luz verde e absorver os comprimentos de onda de luz azuis e vermelhos oriundos dos raios solares: imprescindíveis para a realização da fotossíntese.
Na primeira etapa da fotossíntese, denominada etapa fotoquímica, a energia luminosa é capaz de adicionar uma molécula de fosfato a cada molécula de ADP, gerando ATPs. Este evento é denominado fotofosforilação cíclica.
Também na etapa fotoquímica, há a quebra de moléculas de água, com liberação de gás oxigênio e transferência de hidrogênio para moléculas de NADP. Deste evento, há a formação de NADPH2. 
Tanto ATP quanto NADPH2 serão utilizados na próxima etapa da fotossíntese. Nesta, conhecida como etapa química, ou Ciclo de Calvin; a luz solar não exerce papel primordial, e sim o gás carbônico. Em tal etapa, numerosas e complexas reações dão origem à glicose a partir do CO2, hidrogênio (oriundo do NADPH2) e energia (liberada pelo ATP). 
Moléculas de glicose podem formar amido; ou, unidas a moléculas de frutose, originar sacarose; ou, ainda, serem convertidas em diversos outros tipos de substâncias. Esses carboidratos serão utilizados em atividades como: respiração celular, formação de celulose, síntese de proteínas, dentre outros; do indivíduo fotossintético.






Para saber mais:





Referências:
CURTIS, H. Biologia Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1985.
DE ROBERTIS, E. D. P e DE ROBERTIS JR. E.M.F. Bases da Biologia Celular e Molecular. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.
JUNQUEIRA, L. C Biologia Celular e Molecular. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005.